Petrobras supera baixa do barril e fecha trimestre com lucro
A empresa encerrou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido, excluídos eventos excepcionais, de R$ 28,5 bilhões. O aumento da produção contribuiu para o resultado
Por Fernanda Nunes
Mesmo com o Brent sendo vendido num patamar inferior ao do ano passado, a Petrobras fechou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 5,2 bilhões (R$ 28,5 bilhões), excluindo eventos ocorridos apenas no período. O resultado representa uma alta de 27,7% em comparação com o trimestre anterior, porém uma queda de 4,4% se comparado a igual intervalo de tempo de 2024.
“Nos últimos doze meses, o Brent caiu US$ 11 por barril e nós conseguimos compensar este impacto na receita, elevando nossa produção de óleo para mais de 2,5 milhões de barris por dia, estabelecendo diversos recordes operacionais. Aumentamos nossa eficiência, reduzimos as paradas de produção e alcançamos o topo da produção do FPSO Almirante Tamandaré, superando sua capacidade nominal. São diversas frentes de trabalho que se traduzem em resultados concretos para a companhia, seus acionistas e para a sociedade brasileira”, afirmou Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, em relatório enviado ao mercado nesta quinta-feira (6).
No terceiro trimestre deste ano, a Petrobras considerou em suas contas um valor médio do barril de petróleo de US$ 69, que representa uma queda de 13,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o que explica a desaceleração do resultado, na comparação anual. Em contrapartida, o dólar caiu 5,9% em 12 meses.
O Ebitda ajustado, excluindo eventos exclusivos, alcançou a marca de US$ 12 bilhões (R$ 65,1 bilhões), um aumento de 16,8% em relação ao segundo trimestre, impulsionado, principalmente, pelo crescimento da produção de petróleo, pelo aumento das vendas externas do insumo e pelas vendas internas de derivados, com destaque para a alta de 12,2% no comércio de óleo diesel.
Segundo a Petrobras, adicionalmente, o resultado foi favorecido pela elevação do preço do petróleo, entre os trimestres, acompanhando a valorização de 2% do Brent, e pela redução das despesas operacionais, que no segundo trimestre foram impactadas por gastos relacionados ao Acordo de Individualização da Produção (AIP) da Jazida Compartilhada de Jubarte.
Nos primeiros nove meses do ano, os investimentos totalizaram US$ 14 bilhões (R$ 78,8 bilhões), representando um aumento de 28,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no terceiro trimestre, os investimentos somaram US$ 5,5 bilhões (R$ 30 bilhões), um crescimento de 23,7% em comparação com o terceiro trimestre de 2024. A Exploração e Produção respondeu por US$ 4,6 bilhões do total no trimestre, com destaque para os investimentos em desenvolvimento da produção (US$ 3,7 bilhões).
Fonte: Brasil Energia por https://pcfa.com.br/















