Histórico

Histórico

A história do SINDMESTRES

Tendo como foco a representação legal, coordenação e estudos referentes às categorias que representa, o SINDMESTRES tem como prerrogativa primária a luta constante em defesa dos direitos e interesses econômicos, profissionais, sociais e políticos dos seus associados e representados. Além disso, esta Entidade Sindical busca promover o desenvolvimento das categorias através de investimentos em cursos, oficinas, seminários, treinamentos e a criação de projetos de qualificação e requalificação que visam à manutenção dos Mestres de Cabotagem e dos Contramestres em suas atividades e, também, a recolocação desses profissionais nos diversos segmentos aquaviários.

Considerando a necessidade do mercado no que se refere a mão de obra qualificada, que exigia a formação de Contramestres para atuarem como Comandantes e Imediatos na Navegação e no Apoio Marítimo, o SINDMESTRES, com autorização da Diretoria de Portos e Costas (DPC) e tendo o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA) como Órgão Executor, realizou o Curso de Adaptação para Aquaviários – Módulo Específico para Marítimos Seção de Convés (CAAQ-IC).

Outro curso de considerável relevância para o público representado pelo SINDMESTRES é denominado Assessoria de Salvatagem em Plataformas Marítimas de Prospecção, Exploração e Produção de Hidrocarbonetos e Afins. As edições desse curso oferecidas pelo SINDMESTRES objetivam atender a demanda profissional de aquaviários para atuarem na Segurança Marítima. Além disso, atendem também, aos que pretendem se especializar no treinamento e preparação das embarcações para o exercício das mais variadas atividades, embarcados em navios ou plataformas.

Visando dar oportunidade aos seus representados que necessitam de recolocação no mercado de trabalho, o SINDMESTRES firmou contrato com a Fundação de Estudos do Mar (FEMAR) para colocar à disposição os cursos exigidos pela Autoridade Marítima para embarque de todas as categorias, ou seja, os cursos de exigência para Certificação dos Mestres de Cabotagem e dos Contramestres, de acordo com a Regra II/3 da Convenção STCW-78, como emendada em 2010. Cabe ressaltar a relevância desta ação, pois as matrículas nos cursos oferecidos pelos Órgãos Executores da Marinha geralmente são efetivadas por aquaviários indicados por empresas que contribuem para o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM). Constantemente traçando estratégias para qualificar as categorias que representa, o SINDMESTRES também tem como parceira a West Group que oferece, com descontos, cursos voltados para o desenvolvimento profissional dos associados desta Entidade Sindical.

Além disso, tendo como foco o desenvolvimento social, o SINDMESTRES investiu na produção de projetos como a criação do Instituto de Qualificação Técnico-Aquaviária (IQTA) que objetiva a formação contínua do trabalhador, em especial o público aquaviário, buscando o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Outro projeto de sumária importância é denominado Qualificar e Profissionalizar. Este busca a excelência na qualificação e formação das categorias de Mestre de Cabotagem e Contramestre e a profissionalização dos Amadores que, atualmente, atuam na informalidade. Ou seja, o referido projeto propõe estratégias de formação profissional e técnica para aquisição de conhecimentos e habilidade para execução das funções de direção no convés e de gestão de embarcações restritas a navegação costeira como descrito no STCW. Cabe ressaltar que o projeto Qualificar e Profissionalizar foi aprovado pela DPC e possui o Atestado de Conformidade emitido pela DNV Business Assurance.

Visando o desenvolvimento do Programa de Qualificação e Requalificação Profissional dos Mestres de Cabotagem e Contramestres em parceira com o Ministério do Trabalho e Emprego, através do Programa de Qualificação e Requalificação Social e Profissional – Qualifica Brasil, o SINDMESTRES busca possibilitar mais uma vertente de cursos e treinamentos para o crescimento contínuo dos seus associados e representados.

Para apresentar às empresas parceiras a importância do seu apoio na implementação do processo de renovação das categorias representadas pelo SINDMESTRES, considerando a carência de MCB e CTR para atender a demanda de mercado foi promovida a oficina Fortalecendo Parcerias – A Importância da Formação de Contramestres (CAAQ-IC).

Portanto, o SINDMESTRES atua nas diversas áreas para cumprir sua missão de assessorar as categorias que representa. Além dos investimentos educacionais, representa judicial e administrativamente os interesses dos MCB e CTR e ainda, negocia Acordos Coletivos que garantem ao trabalhador o cumprimento das propostas oferecidas pelas empresas. Complementando essa prerrogativa, o SINDMESTRES busca acompanhar a legislação trabalhista vigente e tem como meta se reinventar para continuar cumprindo com sua missão de habilitar, orientar e acompanhar o desenvolvimento de seus associados e representados.

Contramestre

Desde o tempo do barco a vela, encarregado do convés. Ligado diretamente a Imediatice da embarcação, o Contramestre é o responsável pela faina de atracação, desatracação, manutenção da pintura e conservação da embarcação, operações de carga e descarga de materiais de custeio, manutenção de maquinário, rancho, por toda a equipe de convés, sob os aspectos da rotina de bordo e disciplina.

Mestre de Cabotagem

Foi a categoria de Mestre de Cabotagem e de Contramestres, a exemplo do Skiper no exterior, quem desbravou e auxiliou ao desenvolvimento da Navegação de Alto Mar, hoje de Apoio Marítimo, exercendo o Comando e a Imediatice de todas as embarcações nacionais empregadas no apoio a plataformas de exploração de petróleo e na segurança e amarração de navios tanques e de alívio ao longo da costa brasileira. Foi também o Mestre de Cabotagem a categoria que supriu a Cabotagem quando escassos eram os Oficiais de Náutica que se interessavam por esta área.

Desde 1966 o Mestre de Cabotagem colabora com a prospecção do petróleo no mar, data em que se inicia o grande investimento nos estudos de sísmica do litoral brasileiro tendo-se já em 1968 a confirmação do óleo na atual Bacia de Campos. Trabalhava-se então com embarcações improvisadas ou com rebocadores portuários e oceânicos em regimes que se sobrepunham aos das embarcações estrangeiras, então 6 meses por 1 de folga. Foi ainda o Mestre de Cabotagem quem possibilitou a transferência de conhecimento das operações offshore, a partir de que foram eles os contratados pelas empresas estrangeiras, por conhecerem as águas nacionais, para fazerem parte das tripulações.

Já em 1973 em função de sua grande experiência com manobras de embarcações e conhecimento adquirido nas operações offshore, foi a categoria dos Mestres de Cabotagem quem assumiu o comando das 13 embarcações de apoio marítimo, então chamada de alto mar vez que outras categorias, a época, consideravam o serviço por demais arriscado e penoso.

Em 1981 já se tinha mais de quarenta embarcações que foram adquiridas com o perfil necessário à atividade offshore e estas em sua totalidade possuíam com comando o MCB.

Com o decorrer da história recente de retração da nossa indústria naval e consequentemente pela falta de navios, foi obrigado o MCB a ceder o espaço conquistado, desde a criação da categoria, para outras categorias superiores que antes eram voltadas, em sua maioria, principalmente para a Navegação de Longo Curso e de Grande Cabotagem, face à necessidade de expansão na colocação para aqueles que cursavam a escola de Formação de Oficiais, ainda que de muito neste espaço já estivesse inserido e provado sua capacidade.

Entendendo a necessidade existente, foi esta mesma categoria de Mestres de Cabotagem que se dispôs a efetuar o treinamento dos Oficiais, nas lides específicas da atividade de Apoio Marítimo, sobremaneira no que se refere à manobra de embarcações e de manuseio de âncoras. Contentou-se o MCB, em consenso com a Diretoria de Portos e Costas, com o novo campo de atuação a ele designado (para o exercício das funções de Comandante na Navegação Interior e de Porto sem restrições de Cabotagem e Apoio Marítimo, de Imediato em Navegação de Apoio Marítimo e, podendo ainda, despachar como 3º Oficial na Cabotagem e Supervisor de Salvatagem em plataformas).

Ainda no Apoio Marítimo se verifica a necessidade do Mestre de Cabotagem e de sua prática, estando o MCB/CTR no Comando ou manobra. Sua aplicação neste campo se deu ao domínio da manobra de pequenas embarcações obtida com sua formação, sem contar a experiência daqueles oriundos das atividades da MB, da Pesca e Fluvial.