Nova empresa da OceanPact e CBO mira na Margem Equatorial

Nova empresa da OceanPact e CBO mira na Margem Equatorial

O CEO Flavio Andrade entende que há oportunidades no local com um sucesso de exploração da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas

Por Fernanda Legey

A nova empresa combinada entre OceanPact e CBO não descarta oportunidades de atuar na Margem Equatorial. “Nós vamos aonde o mercado for”, disse o CEO Flavio Andrade, durante reunião, na segunda-feira (2), para detalhar a combinação de negócios.

De acordo com Andrade, os contratos de embarcação firmados com a Petrobras permitem que a estatal determine o destino do barco.

Caso a companhia tenha sucesso na exploração do poço na Bacia da Foz do Amazonas e expanda as operações em outras campanhas, “o volume de embarcações da região vai aumentar e certamente vamos ter embarcações operando lá”, destacou ele.

Combinação entre OceanPact e CBO

As empresas anunciaram a combinação na última sexta-feira (27). A OceanPact incorporará a holding da CBO, e o closing está sujeito à aprovação do Cade. Andrade espera que a aprovação e o fechamento ocorram entre o segundo e terceiro trimestres.

Com o negócio, a frota da companhia será de 73 embarcações (15 AHTSs, 40 PSVs, 15 RSVs e 3 outros), receita anual de mais de R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões.

Um dos pilares estratégicos que a combinação se apoia é a ampliação da capacidade de atuação no mercado de apoio offshore, no segmento de embarcações e no de serviços. “Nós enxergamos a capacidade de ampliarmos a nossa participação tanto nos bids de descomissionamento, que é uma demanda que vem crescendo no mercado, quanto em serviços que demandam embarcações com maiores especificações técnicas”, disse o vice-presidente e líder da integração, Haroldo Solberg.

Além disso, Solberg demonstrou que há capacidade de operar veículos operados remotamente (ROVs) próprios nas embarcações da CBO, nos RSVs e nos AHTSs.

Segundo Flavio Andrade, a combinação de negócios foi a forma que as empresas encontraram de ampliar a frota a fim de atender melhor o mercado sem a necessidade de novos navios.

“As construções estão muito caras. A taxa diária está saudável para as embarcações existentes, mas não chegou em um nível que a gente acredita que valha a pena fazer embarcações novas”, explicou Andrade.

Os outros pilares estratégicos são fortalecimento da geração de caixa, com aumento do potencial de pagamento de dividendos; ampliação da capacidade de atuação, a partir de uma base maior de ativos; e maior geração de valor, por meio da integração comercial e operacional e da captura de sinergias.

A direção executiva da companhia combinada será liderada por Flavio Andrade, como CEO, Eduardo de Toledo, como CFO, Marcos Tinti, como vice-presidente de Navegação, e Haroldo Solberg, como vice-presidente e líder da integração.

O novo Conselho de Administração será formado por sete membros:

  • Presidente do CA e conselheiro independente: Luís Antônio Araujo;
  • Conselheiro indicado por Vinci Compass: Gabriel Felzenszwalb;
  • Conselheiro indicado por Patria: Roberto Cerdeira;
  • Conselheiro indicado por Flavio Andrade: Felipe Andrade;
  • Conselheiro independente: Fabio Schvartsman
  • Conselheiro independente: Adriana Waltrick
  • Conselheiro a ser indicado pela BNDESPar: ainda será anunciado

A nova estrutura acionária terá as seguintes participações: Vinci Compass, 21,8%; Fundos de infraestrutura geridos pelo Patria, 21,8%; Flavio Andrade, 13,0%; BNDESPar, 10,9%; executivos da OceanPact, 3,8%; e mercado, 28,7%.

Fonte: Brasil Energia por https://pcfa.com.br/

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