Frota de apoio marítimo fechou 2025 com 473 embarcações

Frota de apoio marítimo fechou 2025 com 473 embarcações

Número de barcos offshore encerrou ano com acréscimo de 20 unidades em relação a dezembro de 2024. Bandeira brasileira tem 81% do efetivo total, segundo relatório Syndarma/Abeam 

A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras (AJB) encerrou o ano de 2025 com 473 embarcações. A quantidade verificada em dezembro teve uma unidade a mais do que o mês anterior e 20 unidades a mais do que em dezembro de 2024 (453), de acordo com o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Do total contabilizado em dezembro, 383 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 90 de bandeira estrangeira.

Frota de apoio marítimo fechou 2025 com 473 embarcações - Tabela

A frota teve uma embarcação a mais do que em novembro e 10 a mais que em outubro. Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 216 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 118 de bandeira brasileira. Cerca de 100 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.

Em dezembro e em novembro, as embarcações com bandeira nacional corresponderam a 81% da frota de apoio offshore, enquanto 19% representaram as embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras. Nos meses anteriores, os percentuais de participação da bandeira nacional na atividade oscilaram entre 82% e 84%. Em outubro eram 82% nacionais e 18% estrangeiras.

Em novembro de 2025, a frota totalizou 472 embarcações, 382 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 90 de bandeira estrangeira. A frota de apoio em outubro tinha 381 unidades de bandeira nacional e 82 estrangeiras. Em setembro, eram 386 unidades de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras. Em agosto, 387 de bandeira brasileira e 74 de bandeiras de outros países. Em julho, o levantamento Syndarma/Abeam havia identificado 463 embarcações, das quais 386 de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras.

Em junho, foram 385 de bandeira brasileira e 79 de bandeiras estrangeiras. Em maio, havia 385 de bandeira brasileira e 79 de bandeiras estrangeiras, totalizando 464 unidades. Em abril, havia 386 de bandeira brasileira e 76 de bandeira estrangeira. Em março, o levantamento Syndarma/Abeam havia identificado 459 embarcações, das quais 386 de bandeira brasileira e 73 de bandeiras estrangeiras. Em janeiro e em fevereiro, também eram 459 embarcações, das quais 382 de bandeira brasileira e 77 de bandeiras estrangeiras.

De acordo com a publicação, a frota em dezembro era composta por 43% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 203 barcos, mesma quantidade de novembro. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 67 unidades no período (14%), enquanto 63 barcos eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem a 13% do total. Outros 35 barcos de apoio eram RSVs (embarcações equipadas com robôs), 22 eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 22 PLSVs (lançamento de linhas) e
16 MPSVs (multipropósito).

A Bram Offshore/Alfanave, do grupo norte-americano Edison Chouest, permanece como a empresa de navegação com mais embarcações em operação, ou aguardando contratação, com 78 unidades (11 estrangeiras), seguida pela CBO, que opera 45 barcos de apoio com bandeira brasileira e pela OceanPact, com 28 (duas estrangeiras). Starnav e Tranship aparecem na sequência com 27 (26 de bandeira brasileira e uma estrangeira cada).

A DOF/Norskan consta com 18 de bandeira brasileira e 7 de bandeira estrangeira. A Wilson Sons Ultratug (WSUT), com 23 embarcações (22 de bandeira brasileira), vêm logo em seguida. A Camorim vêm com 18 unidades, das quais 17 unidades de bandeira brasileira e uma de bandeira estrangeira.

A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 49 PSVs/OSRVs, 12 AHTS, 9 RSVs, 4 WSV(estimulação de poços) e 3 CSV/MPSVs (multi-função), entre outras embarcações. A CBO (13), a Bram (12) e a DOF/Norskan (11) foram, respectivamente, as empresas de apoio offshore que, em dezembro. A Tranship permanece como a empresa com mais embarcações LH/SV: 23 unidades, seguida pela Camorim, que tem 15 unidades com essas especificações.

Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.

Fonte: Portos e Navios por https://pcfa.com.br/

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