Aposentadoria por tempo de Contribuição fica mais difícil em 31 de dezembro

Aposentadoria por tempo de Contribuição fica mais difícil em 31 de dezembro

Regra 86/96, que entra em vigor no final do ano, definirá acesso a valor integral

Trabalhador deve verificar situação no INSS para evitar decepções e problemas

As regras para a aposentadoria por tempo de contribuição mudam a partir do próximo 31 de dezembro. Dessa data em diante será mais difícil conseguir o valor integral do benefício, já que começa a valer a regra 86/96.

A dica, portanto, é verificar como está a sua situação no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para poder se programar.

Atualmente há duas regras para se aposentar por tempo de aposentadoria valendo no País. Nessa modalidade, não há a exigência de uma idade mínima.

Porém, é obrigatório comprovar 35 anos de contribuições, no caso dos homens, para o INSS e de 30 anos entre as mulheres.

Quem quer se aposentar cedo pode usar a regra tradicional, que tem o fator previdenciário na sua composição. Ele é um mecanismo que reduz o valor da aposentadoria em até 40%, dependendo do caso.

Há ainda a regra 85/95, que é progressiva, e, portanto, sobe a cada dois anos. Nesse caso, é preciso somar idade e tempo de contribuição.

Quem atinge a pontuação definida em lei consegue a aposentadoria integral, ou seja, sem a mordida do fator.

O problema é se o trabalhador estiver prestes a atingir os pontos na hora da mudança da tabela.

“Ele corre o risco de ficar correndo atrás dos pontos para sempre. Por isso, é importante avaliar caso a caso para saber se compensa esperar pelo benefício integral ou enfrentar o fator previdenciário”, diz a advogada Cláudia Cavallini.

Reforma

Vale ressaltar que o Governo planeja alterar as regras da aposentadoria. A ideia é criar uma idade mínima para todos, aposentando o benefício por tempo de contribuição. Porém, ainda não houve número suficiente de deputados e senadores para aprovar a medida.

“A tendência é de que o próximo presidente altere as regras. Mas espero que ele leve em consideração a enorme diferença entre a previdência dos servidores públicos e da iniciativa privada”, afirma o advogado Cleiton Leal Dias Júnior.

Veja o infográfico e confira o que vai mudar:

FONTE: A TRIBUNA
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