Portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas em 2025, crescimento de 6%

Portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas em 2025, crescimento de 6%

Produto mais movimentado nos portos brasileiros no ano passado foi minério de ferro, com 425,8 milhões de toneladas, das quais 95% destinadas à exportação, sendo a China o principal destino 

A movimentação geral de cargas em todos os portos brasileiros atingiu 1,403 bilhão de toneladas em 2025, com crescimento de 6,1% em relação ao volume total registrado em 2024, de 1,32 bilhão de toneladas, anunciou nesta terça-feira (10) a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ao apresentar o Desempenho Aquaviário 2025, o balanço das operações portuárias no ano passado. Segundo o diretor-geral da Agência, Frederico Dias, foi a maior marca alcançada na série histórica do Estatístico Aquaviário da entidade, iniciada em 2010. “Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor”, disse.

De acordo com os dados divulgados pela Antaq, o Sudeste foi a região do país em que foi registrada a maior movimentação, com 699,8 milhões de toneladas e aumento de 8% em relação ao ano anterior. Já pelos terminais do Nordeste passaram 329,7 milhões de toneladas, mesmo volume do ano passado, enquanto pelos do Sul foram movimentadas 119,7 milhões de toneladas, com alta de 5%, e pelos do Centro-Oeste, 10,6 milhões de toneladas, com elevação de 147%.

O produto mais movimentado nos portos brasileiros no ano passado foi o minério de ferro, com 425,8 milhões de toneladas, das quais 95% foram destinadas à exportação, sendo a China o principal destino, com 72% das vendas brasileiras do produto. Os granéis sólidos somados chegaram a 839,7 milhões de toneladas, com acréscimo de 6,3%, e representaram 59,8% de toda a movimentação portuária do país.

No caso do minério de ferro, o principal terminal de escoamento do produto foi o da Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhã, por onde passaram 172,4 milhões de toneladas, o que representou aumento de 1,9% na comparação com 2024. Em segundo lugar ficou o Porto de Santos, em São Paulo, com 142,8 milhões de toneladas e alta de 3%, seguido do Porto de Tubarão, no Espírito Santo, que movimentou 87,4 milhões de toneladas do produto e apresentou elevação de 12,9%. O maior crescimento nesse segmento, de 20,3%, foi registrado no Porto Açu, em São João da Barra, no estado do Rio de Janeiro, onde o volume chegou a 60,4 milhões de toneladas.

A movimentação de granéis líquidos apareceu em segundo lugar no ranking geral, com 333 milhões de toneladas, aumento de 6,1% e participação de 23,7% no total movimentado no ano. As cargas conteinerizadas atingiram 164 milhões de toneladas, tiveram alta de 7,2% e representaram 11,7% do momento do ano, sendo um terço para exportação, um terço de importação e um terço na cabotagem, enquanto as cargas gerais soltas fecharam 2025 com 65,8 milhões de toneladas, elevação de 0,8% e 4,7% de tudo que passou pelos portos brasileiros.

Os volumes totais de milho e soja somados chegou a 201,8 milhões de toneladas, com destaque para os portos do Arco Norte, com movimentação de 106,5 milhões de toneladas e acréscimo de 12,5, enquanto no restante do país foram movimentados 93 milhões de toneladas, com alta de 12,3%. Das cargas dos dois cereais que passaram pelos portos da Região Norte, 56,5% foram destinados à exportação.

No portos públicos, segundo a Antaq, houve aumento de 4,5% na movimentação em 2025, chegando a 497 milhões de toneladas, com o Porto de Santos na liderança, com 142,8 milhões de toneladas, 3% a mais que em 2024. Os terminais autorizados movimentaram 906,1 milhões de toneladas, com aumento de 7%.
Na divisão por tipo de navegação, a de longo curso predominou, com 1,01 bilhão de toneladas e alta de 6%. A cabotagem movimentou 303,7 milhões de toneladas, com mais 3,4%, e a navegação interior chegou a 91,3 milhões de toneladas, com crescimento de 19,7%.

O diretor-geral da Antaq anunciou ainda que a estimativa de crescimento da movimentação para 2026 é 2,7%, com o total chegando a 1,44 bilhão de toneladas. Frederico Dias creditou os resultados que vêm sendo obtidos ao avanços alcançados com a Lei dos Portos e a participação da iniciativa privada nas operações portuárias, principalmente na última década, lembrando que nos sete anos mais recentes foram feitos 95 leilões de terminais. “O momento atual é muito atrativo para o setor privado, que encontra no Estado segurança jurídica, estabilidade regulatória, uma carteira de bons projetos e também articulação eficaz”, disse.

Fonte: Portos e Navios por https://pcfa.com.br/

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