Ibama autoriza operação da P-78, em Búzios

Ibama autoriza operação da P-78, em Búzios

Plataforma possui capacidade de processamento de 180 mil bpd e de 7,2 milhões de m³/dia de gás, e a expectativa é que a produção seja iniciada em dezembro

Por Ana Luisa Egues

O Ibama emitiu, na quinta-feira (13), a licença de operação para o FPSO P-78, que chegou ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, no final de setembro deste ano. A plataforma possui capacidade de processamento de 180 mil bpd e de 7,2 milhões de m³/dia de gás, e a expectativa é que a produção seja iniciada em dezembro.

A P-78 deixou o estaleiro Benoi, em Singapura, em julho deste ano. A plataforma foi rebocada até a locação com tripulação a bordo, o que vai permitir antecipar o início da produção em cerca de duas semanas em relação ao modelo tradicional de parada em águas abrigadas, segundo a Petrobras.

 

O projeto conta com 13 poços, sendo seis produtores (com dois conversíveis a injetores), seis injetores WAG e um injetor de gás. A unidade será interligada com dutos rígidos de produção, injeção e exportação de gás e dutos flexíveis para as linhas de serviço e de gas lift.

A construção do casco foi realizada em estaleiros nas cidades Yantai e Hayang, na China, e em Ulsan, na Coreia do Sul, onde também foi realizada a integração dos blocos. Em seguida o FPSO foi transportado para estaleiro em Singapura, no qual foi realizada a integração e comissionamento dos módulos de topside, construídos no Brasil (Estaleiro Seatrium Angra dos Reis, antigo Brasfels), China e Singapura.

Atualmente, seis FPSOs operam no campo de Búzios: FPSO Almirante Barroso, FPSO Almirante Tamandaré, P-74, P-75, P-76 e P-77.

Ao todo, a Petrobras pretende instalar mais cinco unidades para operar no campo até 2027: P-78, neste ano; P-79, em 2026; P-80, P-82 e P-83, sendo as três últimas em 2027, com o objetivo de chegar aos 2 milhões de bpd de óleo de capacidade instalada em 2027.

A área de cessão onerosa do campo de Búzios é operada somente pela Petrobras (100%), enquanto a área excedente da cessão onerosa é operada pela Petrobras (85%) em parceria com a CNOOC (10%) e CNODC (5%), além da PPSA, gestora dos contratos de partilha da produção.

 

Fonte: Brasil Energia por https://pcfa.com.br/

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