Investimento exploratório no país será de US$ 890 milhões em 2026
Segundo dados do Plano de Trabalho Exploratório (PTE) das operadoras informados à ANP, a maior parte do investimento neste ano, US$ 602 milhões, será desatinada à perfuração de 19 poços. Valores projetados pelas empresas até 2033 somam US$ 1,2 bilhão
Por Eliane Velloso
Os investimentos para exploração de petróleo e gás no Brasil em 2026 vão somar US$ 890 milhões e poderão chegar a 1,2 bilhão, até 2033 segundo projeções das empresas operadoras dos Planos de Trabalho Exploratório (PTE) apresentados à ANP. Os valores foram disponibilizados pela reguladora nesta segunda-feira (26) no Painel Dinâmico da Previsão de Atividades e Investimentos na Fase de Exploração dos contratos de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural.
As informações enviadas pelas empresas consideram os anos até os quais elas possuem investimentos previstos em seus contratos para atividades exploratórias relacionadas ao Programa Exploratório Mínimo (PEM) ou ao Plano de Avaliação de Descobertas (PAD) ou atividades de descomissionamento. As previsões já contemplam os investimentos previstos em contratos relativos ao 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC5), assinados em 2025.
Perfuração de poços é principal atividade
De acordo com a ANP, a perfuração de poços é a atividade que mais impactará os investimentos previstos para o ano de 2026, com US$ 602 milhões projetados para a perfuração de 19 poços exploratórios. Isso representa 68% dos investimentos estimados para este ano. Somando a atividade de teste de poço exploratório, relacionada à avaliação dos poços exploratórios, esse valor poderá chegar a US$ 742 milhões (83% dos investimentos previstos para 2026).
Do total de investimento previsto para 2026, 96% estão concentrados nas bacias marítimas. Para as bacias da Margem Leste (bacias marítimas de Pernambuco-Paraíba, Sergipe-Alagoas, Jacuípe, Camamu-Almada, Jequitinhonha, Cumuruxatiba, Mucuri, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas), o total pode chegar a US$ 658 milhões (74% dos investimentos totais previstos para o ano de 2026), destacando-se a perfuração de quatro poços exploratórios.
Já para as bacias da Margem Equatorial (bacias marítimas da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar), está previsto o investimento de US$ 196 milhões (22% dos investimentos totais previstos para o ano de 2026), destacando-se a perfuração de um poço e conclusão de um poço já iniciado em 2025.
As bacias terrestres contam com um montante de investimentos previstos para 2026 de US$ 34,5 milhões, distribuídos entre as de nova fronteira (Amazonas, Paraná, Parnaíba, São Francisco, Solimões, Mucuri e Tucano Sul), com US$ 23,2 milhões de investimentos previstos, e as maduras (bacias terrestres Potiguar, Sergipe, Alagoas, Recôncavo, Espírito Santo), com um montante de US$ 11,3 milhões.
A ANP explica que as informações do Painel Dinâmico da Previsão de Atividades e Investimentos na Fase de Exploração referem-se somente à fase de exploração, que é a primeira dos contratos de E&P, sem incluir a segunda fase, a de Desenvolvimento e Produção. Por isso, as estimativas de investimentos estão sujeitas a atualizações pelas empresas detentoras de contratos de E&P.
Fonte: Brasil Energia por https://pcfa.com.br/















